Sistema contra incêndio: saiba como deve ser realizada a manutenção do controle de fumaça

05 de outubro de 2018 por Leankeep Building


O sistema de controle de fumaças cada vez mais faz parte da estratégia de segurança contra incêndio das novas edificações. Um sistema que envolve também instalações de ventilação, seja mecânica ou natural.

Desde o trágico incêndio ocorrido na Boate Kiss em 2013, no qual morreram 242 pessoas por asfixia, foram criadas novas regras duras do sistema de controle de fumaças para ampliar a prevenção de incêndio em espaços públicos e em edificações, de todo o território nacional, visando a segurança dos usuários. Regras essas que passaram a classificar prédios comerciais de acordo com o risco de incêndio.

As novas normas foram instaladas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com a atuação conjunta com a comissão de estudo do CB-024, o Comitê Brasileiro de Segurança Contra Incêndio, e o CB-055, o Comitê Brasileiro de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento, para elaborar as exigências cabíveis necessárias para o controle anti-incêndio.

No entanto, as regras e a forma de fiscalização mudam conforme as leis determinadas por cada estado. As exigências estabelecem os parâmetros técnicos básicos para a implementação do sistema em diferentes infraestrutura.  

Essa instalação pode estar no projeto inicial da edificação ou pode ser adaptado, caso a construção existente ainda não possua essa proteção, que pode ser isolada ou instalada de forma conjunta, em ambientes em que a propagação da fumaça e do fogo podem ser rápidos. Porém, boa parte dos empreendimentos não têm pouco mais que extintores e hidrantes sinalizados como equipamentos de prevenção e combate a incêndios.

Além da proteção adequada instalada em condomínios residenciais, comerciais ou mistos, as brigadas de incêndio são de grande importância para o treinamento de moradores e funcionários para realizar possíveis primeiros socorros durante um incêndio, enquanto os bombeiros estão a caminho.  

As edificações também devem adotar as medidas contra incêndio para a proteção de patrimônios. O fogo gera consequências irreversíveis e os prejuízos podem nunca mais ter reparação, destruindo papéis e objetos raros, históricos, valiosos, entre outros.

A importância dos controles de emergência

Casos de incêndio podem ocorrer em diferentes ambientes empresariais, mesmo que o empreendimento não trabalhe com substâncias que apresentam grande risco aos colaboradores. Por isso é necessário seguir as instalações exigidas. O sistema ainda é importante para o negócio, pois o não cumprimento da legislação acarretará em multas, sanções ou até interdição do estabelecimento.

Seguindo as instruções técnicas do Corpo de Bombeiros é possível criar ações para medir quais são tipos de riscos, para controlar e avaliar consequências a partir dos perigos gerados durante a jornada de trabalho.

Sistema de anti-incêndios em edificações

Para determinar as medidas de proteção contra incêndio de empreendimentos prontos ou não, é necessário classificá-los em: ocupação, altura, área e carga de incêndio, de fogo ou térmica. As medidas podem ser passivas ou ativas.   

Medidas passivas de proteção contra incêndio

As medidas passivas devem ser tomadas durante a elaboração do projeto arquitetônico e de seus complementares, com o objetivo de evitar a ocorrência de um foco de fogo. E, caso aconteça um foco de incêndio, o projeto, com a medida passiva implantada, fará com que reduza as condições propícias para o seu crescimento e alastramento para o resto da edificação e para as edificações vizinhas.

Principais medidas de proteção passiva contra incêndio  

– segurança estrutural das edificações;
– afastamento entre edificações;  
– saídas de emergência sinalizadas
– compartimentações verticais e horizontais;  
– controle de fumaça de incêndio;
– controle de materiais, de revestimento e acabamentos
– controle de possíveis fontes de incêndio;
– sistemas de proteção contra descarga atmosférica;  
– brigada de incêndio;
– acesso fácil de viaturas do corpo de bombeiros junta à edificação.

Medidas ativas de proteção contra incêndio

Já as medidas de proteção ativas, também chamadas de medidas de combate, são as de reação no momento do fogo. São sistemas e equipamentos que devem ser acionados e operados, de forma manual ou automática, para combater o foco de fogo, com o objetivo de extingui-lo ou mantê-lo sob controle até sua auto extinção.  

Principais medidas de proteção ativa ou de combate

– sistemas de sinalização de emergência;  
– sistemas de extintores de incêndio;
– sistemas de detecção e alarme de incêndio;  
– sistema de iluminação de emergência;
– sistema de hidrantes ou mangotinhos;
– sistema de sprinklers ou chuveiros automáticos;
– sistema de espuma mecânica para líquidos inflamáveis;
– sistema de gases limpos ou CO₂ em alguns tipos de risco.

Como funciona a vistoria do sistema anti-incêndio

Cada prédio deve ter um manual de manutenção que determina a periodicidade pela qual os sistemas devem passar por vistorias e reparos. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (Ibape-SP) revelou que 7 em cada 10 acidentes na capital paulista têm relação com a falta de manutenção e não com danos estruturais do imóvel. 

Para que a construção esteja sempre segura e de acordo com a Proposta de Proteção Contra Incêndios Previstas por Normas, é necessário avaliar periodicamente os sistemas de sinalização, hidrantes, luz de emergência, alarmes, escada de segurança, extintores portáteis e sobre-rodas e brigada de incêndio.  O sistema elétrico também requer manutenção e atualização constantes. Fique atento a estes itens:  

Equipamentos 

É de suma importância para a segurança do prédio conferir, seguindo à risca o cronograma de manutenção, a situação dos hidrantes, sprinklers, iluminação para incêndios. 

Obstrução 

É necessário verificar se as saídas de emergências estão livres para as rotas de fuga, se não há itens de decoração ou lixos impedindo a passagem. 

Gás 

Apesar de não ser tão visado quanto os sistemas elétrico e hidráulico, também é preciso inspecionar a tubulação de gás com periodicidade para evitar agravamentos em caso de um incêndio.

Manutenção predial para evitar a incêndios

Apenas a preocupação com as certificações não afastam a ocorrência de incêndio em uma edificação. Contar com um bom plano de manutenção preventiva inclui a vistorias do sistema e equipamentos de controle de fumaça, mantendo tudo sempre em bom estado. Também preserva toda a infraestrutura do empreendimento, evitando focos de incêndios causados por fontes potenciais, como o gás e energia elétrica.

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Uma empresa consciente com suas responsabilidades sabe da importância em seguir a legislação de segurança contra incêndios, de manter uma manutenção periódica e, assim, assegurar a proteção dos usuários e do patrimônio.   

Fontes: Radar Imobiliário e Skop.

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